O Iraque pediu às Nações Unidas que condenem os ataques americano-britânicos de sexta-feira contra Bagdá e que adotem as medidas necessárias para impedir sua repetição, informou ontem a agência oficial INA. Este pedido figura em duas cartas enviadas pelo chanceler iraquiano Mohamed Said al-Sahhaf ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e ao presidente do Conselho de Segurança, Said ben Mustafa. Sahhaf pediu a Annan e ao conselho de segurança que façam ‘‘assumirem os agressores e os que participam da agressão a responsabilidade total pelas consequências de seus atos’’.
DefesaO presidente iraquiano Saddam Hussein examinou ontem, com seus assessores militares os meios para melhorar a defesa antiaérea, alvo sexta-feira dos ataques aéreos americano-britânico. Segundo a agência oficial INA, Saddam Hussein se reuniu com essa finalidade com seu ministro da industrialização militar, Abdel Tawab Mulla Howeich, e com o comandante da defesa antiaérea, general Chahin Yassin Mohammad’’.
Estados Unidos e Londres justificaram os ataques, segundo eles, por causa das operações iraquianas de defesa antiaérea.
CondenaçãoO premier jordaniano, Ali Abu Ragheb, condenou ontem os bombardeios dos Estados Unidos e Grã-Bretanha lançados sexta-feira sobre os arredores de Bagdá.
‘‘A arrogância e o recurso à força contra os povos só faz aumentar a frustração na região’’, disse o premier, para quem os bombardeios constituem ‘‘uma flagrante violação das normas e do direito internacional’’.
Em Gaza, quase mil pessoas manifestaram, ontem, seu apoio ao povo iraquiano pelos bombardeios americano-britânicos da sexta-feira nos arredores de Bagdá.
‘‘Saddam, Saddam, ataca Tel Aviv’’, gritavam os manifestantes agitando bandeiras palestinas e iraquianas nas ruas de Beit Hanun, no norte da Faixa de Gaza.

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