O Iraque impediu ontem - como havia prometido - o trabalho de uma equipe internacional de inspetores de armas liderada pelo americano Scott Ritter, provocando mais uma crise com os EUA e as Nações Unidas. Washington pediu que o Conselho de Segurança envie a Bagdá uma ‘‘mensagem unânime e muito forte’’ contra o que considera uma violação de resoluções da ONU e advertiu que, se for necessário, agirá por conta própria para conter o desafio iraquiano.
‘‘É sempre melhor atuar em conjunto com outros quando podemos, mas nunca relutamos em atuar sozinhos se precisamos fazer isso’’, disse o porta-voz da Casa Branca, Mike McCurry. A secretária de Estado americana, Madeleine Albright, ressaltou: ‘‘Não descartamos nenhuma opção’’.
A imprensa iraquiana pediu que a Rússia, a França e a China, membros permanentes do Conselho de Segurança, evitem um ataque americano. Moscou, que atuou como mediadora da crise de novembro, quando o Iraque expulsou inspetores americanos, anunciou estar ‘‘dando passos ativos’’ para reduzir a tensão. Já a Grã-Bretanha criticou o ditador Saddam Hussein por ‘‘desafiar a vontade da comunidade internacional’’. A França ‘‘lamentou profundamente’’ a decisão iraquiana e pediu que Saddam volte atrás.

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