France PresseProntidãoMilitares norte-americanos participam de exercício, com tanques, no Kuwait, prontos para qualquer eventualidadeOs Estados Unidos conseguirão ‘‘mais facilmente’’ um consenso na comunidade internacional para atacar o Iraque, se o presidente iraquiano Saddam Hussein não cumprir com suas obrigações, estimou ontem o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan. ‘‘Se o Iraque romper este acordo (firmado no dia 23 de fevereiro passado entre a ONU e o governo iraquiano), acho que a posição no Conselho de Segurança será bastante diferente e que pode ser muito mais fácil para os Estados Unidos conseguirem um consenso para atacar. E acho que o Iraque também sabe disso’’, disse Annan numa entrevista que será publicada na próxima edição da revista Time.
‘‘Este acordo é diferente, no plano qualitativo, dos acordos precedentes, pois se trata do primeiro que Saddam (Hussein) negociou pessoalmente’’, acrescentou.
Sanções Uma autoridade iraquiana propôs ontem a aplicação de sanções à comissão especial da Onu encarregada do desarmamento no Iraque (Unscom), caso viole o acordo assinado entre o Iraque e o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan.
‘‘É preciso que o Conselho de Segurança observe a atuação da Unscom, para que não aja de forma a ferir o que foi acertado entre Bagdá e o secretário-geral da ONU’’, recomendou o conselheiro presidencial Yussef Hammadi, membro do Conselho Nacional (Parlamento), em um artigo publicado pelo jornal governamental Al Qadissiya.
Esta sugestão é feita em um momento em que o Conselho de Segurança da ONU se dispõe a examinar um projeto de resolução, apresentado pelo Reino Unido, no qual ameaça o Iraque de ‘‘consequências muito graves’’ caso viole o acordo.
Uma das cláusulas do projeto de resolução britânico daria automaticamente a luz verde a ataques militares contra o Iraque.
Alegria do Papa O papa João Paulo II convidou ontem os católicos a darem graças a Deus pela feliz conclusão da crise iraquiana e defendeu a redução da dívida dos países pobres.
‘‘Queria convidá-los a dar graças a Deus pela feliz conclusão do acordo de Bagdᒒ, disse o Papa diante de dez mil peregrinos que assistiram à celebração do Angelus na praça de São Pedro.
João Paulo II expressou o desejo de que seja ‘‘definitivamente afastado’’ o risco do recurso das armas’’ e prestou homenagem ao secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, bem como ‘‘a todos aqueles que nesta crise quiseram acreditar na vontade humana’’.

mockup