São Paulo- Uma pesquisa realizada pelo jornal ''The Washington Post'', em parceria com a rede de TV ABC, revelou que quase metade dos americanos diz acreditar que a experiência americana no Iraque é ''semelhante'' ao que aconteceu na Guerra do Vietnã (1965-75).
Além disso, mais da metade considera que a Guerra do Iraque não tornou os Estados Unidos mais seguros, e muitos declararam estar ''perdendo a paciência'' com a ação americana no país. Quase três quartos dos americanos afirmam que o número de soldados dos EUA mortos no Iraque é ''inaceitável''.
Essa foi a primeira vez que uma pesquisa demonstrou que a maioria dos americanos discorda com o mais importante argumento usado pelo presidente George W. Bush para defender a presença militar dos EUA no Iraque: a de que a guerra contribui para manter os terroristas longe.
Para se ter uma idéia dessa mudança, em 2003, 62% consideravam que a ação auxiliava na manutenção da segurança nos EUA. Mais da metade, 52%, também desaprovam a forma com que a guerra está sendo conduzida, e 56% rejeitam a presença maciça de republicanos no Congresso americano.
A falta de suporte à guerra é um fator de preocupação para os militares americanos, segundo o ''New York Times''. Em 2004, o general James N. Mattis, que comanda as tropas dos marines (fuzileiros navais), escreveu em uma nota para os soldados que a estratégia do Exército ''é o desejo do povo americano''.
Algumas especialistas sobre a guerra afirmaram que os números indicam que o pessimismo americano sobre a guerra atingiu um ''nível perigoso''. ''Parece que os americanos chegaram à conclusão de que a Guerra do Iraque não está sendo vencida, e é praticamente invencível'', afirmou o coronel Andrew J. Bacevich, professor na Universidade de Boston.

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