Iraque e ONU assinam novo acordo
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terça-feira, 21 de janeiro de 2003
France Presse 
Bagdá O chefe dos inspetores em desarmamento do Iraque, Hans Blix, anunciou ontem que a ONU e o Iraque chegaram a um acordo de 10 pontos para facilitar o trabalho dos especialistas. Antes, uma autoridade iraquiana garantiu que o Iraque e a ONU assinaram um declaração comum na qual Bagdá se compromete a reforçar sua cooperação com os inspetores em desarmamento.
A declaração foi firmada durante uma reunião de trabalho no Ministério das Relações Exteriores em Bagdá entre os chefes dos inspetores, Hans Blix e Mohamed ElBaradei, e autoridades iraquianas, declarou à imprensa o conselheiro presidencial Amer Al-Saadi.
Saadi classificou o encontro de ''construtivo e útil''.
Questões pendentes Hans Blix, afirmou que ainda há assuntos importantes pendentes, como os relacionados ao Antraz, ao gás VX e aos mísseis Scud do Iraque, no final de sua visita a Bagdá. ''Acertamos alguns assuntos práticos, mas não todos. Há assuntos pendentes que não pudemos resolver'', disse Blix em coletiva à imprensa no final de sua visita de pouco mais de 24 horas ao Iraque.
Blix também informou que a ONU e o Iraque chegaram a um acordo de 10 pontos para facilitar o trabalho dos peritos. O acordo prevê ''o acesso a todos os locais, inclusive residências particulares'', declarou Blix à imprensa.
Segundo Blix, o documento prevê ainda incentivar os iraquianos, entre os quais os cientistas, a se encontrarem isoladamente com os inspetores e a criação de uma equipe para investigar sobre eventuais ogivas químicas de foguetes que o Iraque possuiria.
França contra guerra O ministro francês das Relações Exteriores, Dominique de Villepin, disse ontem que, para a França, ''não há nada que justifique uma intervenção militar no Iraque''. Em entrevista coletiva à imprensa na ONU, ele assinalou: ''Se a guerra é o único meio para sair desta crise, então estamos indo na direção de um beco sem saída''.
Exílio de Saddam O exílio de Saddam Hussein, sem julgamentos, hipótese lançada domingo pelo secretário norte-americano de Defesa Donald Rumsfeld, é uma ''sugestão muito sensata'', avaliou ontem o chefe da diplomacia britânica Jack Straw.
''Acredito ser uma sugestão muito sensata que devemos examinar'', declara Straw à rádio BBC. ''Seria difícil aceitar que o regime de Saddam Hussein tivesse alguma imunidade, mas se a alternativa é a guerra, penso que a maioria das pessoas vai conseguir engolir isso e estará de acordo de que se trata de uma decisão justa'', avaliou.
O secretário da Defesa Donald Rumsfeld apoiou a idéia de não abrir processo judicial contra Saddam Hussein e outras autoridades iraquianas, se eles aceitarem deixar o poder em exílio.
''Para evitar uma guerra, recomendaria pessoalmente medidas para que os dirigentes (iraquianos) e seus familiares sejam exilados em outro país'', declarou Rumsfeld à rede de tevê ABC.


