Iraque domina Assembléia da ONU
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segunda-feira, 22 de setembro de 2003
Bernard Estrade<br>France Presse 
Nova York O Iraque será, como foi em 2002. o centro das atenções da Assembléia Geral da ONU, que, hoje, contará com a presença recorde de 80 chefes de Estado e de Governo.
No ano passado, a ameaça de uma guerra no Iraque era o foco do debate e este ano o caos gerado por esse conflito armado e a posterior ocupação militar do país árabe ocupará a agenda dos presidentes e primeiros-ministros.
No dia 12 de setembro do ano passado, o presidente americano George W. Bush pediu à ONU para agir contra o líder iraquiano Saddam Hussein e advertiu que o órgão internacional se tornaria ''irrelevante'' se não o fizesse. Mas, hoje, voltará a essa mesma organização para pedir ajuda militar e econômica para a ocupação e a reconstrução do país árabe, objetivos que encontram inúmeros obstáculos.
A 15 meses das eleições presidenciais, Bush está no banco dos réus, pois quase diariamente soldados americanos morrem no Iraque, enquanto o custo econômico da guerra preocupa os americanos.
''Os membros das Nações Unidas têm agora uma oportunidade e a responsabilidade de assumir um papel mais amplo para garantir que o Iraque volte a ser um país livre e democrático'', disse Bush em seu discurso à nação no último dia 7.
Essa meta final é compartilhada pela comunidade internacional, mas não há, em princípio, uma forma de concretizá-la. O acordo sobre uma força multinacional única sob comando americano não é um problema, mas, em troca, os pontos de vista são diferentes sobre o calendário para a entrega da soberania política aos iraquianos e sobre o papel da ONU no país.
Uma minicúpula realizada no último sábado em Berlim reuniu o presidente francês Jacques Chirac, o chanceler alemão Gerhard Schroeder e o primeiro-ministro britânico Tony Blair, que não chegaram a um acordo sobre o assunto.
Abertura O debate geral da Assembléia será aberto, como é praxe, pelo representante do Brasil. Este ano. o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva ocupará a tribuna, em nome do Brasil. Será seguido pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que abordará a posição dos EUA em relação ao Iraque.


