Antes de suspender suas exportações, o Iraque cumpriu todos os contratos de venda de petróleo do segundo semestre de aplicação do acordo ‘‘petróleo por alimentos’’, declarou ontem à AFP um dirigente iraquiano. ‘‘Todos os contratos de venda do óleo fechados durante a segunda fase do acordo, junho-dezembro de 1997, foram cumpridos e o petróleo foi exportado pelo oleoduto iraquiano-turco ou pelo de Mina al Bakr’’, afirmou o diretor executivo do órgão de comercialização do petróleo iraquiano, Saddam Zaban Al Nasiri.
Bagdá, que havia sido autorizado pela ONU a vender US$ 2 bilhões em petróleo por semestre para comprar produtos de primeira necessidade, suspendeu anteontem estas exportações para protestar contra a lentidão na aprovação dos contratos e na distribuição dos alimentos comprados. Nasiri não revelou a quantidade de petróleo exportado durante a segunda fase. Seria o equivalente a US$ 2,14 bilhões.
O jornal ‘‘Babel’’, dirigido pelo filho mais velho do presidente Saddam Hussein, Udai, afirmou ontem que ‘‘a decisão do Iraque é justa e legítima’’. ‘‘Trata-se de uma reação à transformação do acordo em instrumento político dirigido contra o Iraque e seu povo e à transformação do Comitê de Sanções em uma instituição norte-americanana que pratica o terrorismo internacional’’, acrescenta o jornal.

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