Iraque diz não ter armas proibidas
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quinta-feira, 05 de dezembro de 2002
France Presse 
Bagdá O Iraque não tem mais armas de destruição em massa, afirmou ontem o chefe do mecanismo de controle iraquiano sobre desarmamento, general Hossam Mohamed Amin, quatro dias antes do fim do prazo dado pela ONU a Bagdá para que apresente uma declaração completa de seu arsenal. ''O documento será exaustivo e incluirá elementos sobre novos lugares e atividades levadas a cabo durante a ausência dos inspetores'', disse Hossam Mohamed Amin.
O general lembrou ainda que o Iraque ''não tem nenhuma atividade proibida''. A declaração sobre o armamento englobará as atividades biológicas, nucleares e químicas que não foram proibidas e a fabricação de mísseis durante a ausência dos inspetores (1998-2002), segundo Bagdá.
Morteiros Os inspetores da ONU guardaram em um lugar seguro morteiros de gás mostarda, durante sua visita de ontem ao sítio de Al-Muthanna, ao norte de Bagdá, anunciou o chefe da missão, Dimitri Perricos. As Nações Unidas já sabiam da existência do gás. Os morteiros, cujo número não foi divulgado, serão destruídos posteriormente, acrescentou Perricos, em entrevista coletiva à imprensa. Por enquanto, eles foram armazenados em um local seguro. ''Em 1998, os inspetores encontraram uma quantidade de morteiros, que foram transportados para esse complexo (Al-Muthanna). Iremos destruí-los'', afirmou Perricos.
Inspeção Os inspetores em desarmamento da ONU concluíram ontem a inspeção em Al Muthanna, ao norte de Bagdá, importante instalação do programa biológico e químico do Iraque. A inspeção em Al Muthanna durou quatro horas. Uma equipe da Comissão de Controle, Verificação e Inspeção (UNMOVIC) chegou ao local, em uma região desértica, pela manhã e partiu no final do trabalho sem dar declarações.
As instalações, bombardeadas durante a Guerra do Golfo em 1991, abrigaram em 1985 um programa biológico iraquiano para desenvolvimento das toxinas do antraz e do botulismo e que era dirigido pelo especialista Rihab Taha.
Al Muthanna abrigava também o batalhão tático, encarregado de desenvolver técnicas de combate relacionadas ao uso de armas químicas como gás mostarda, o VX ou o sarim, e era considerado como o principal lugar a ser investigado pela equipe da ONU.


