Iraque disposto a se mostrar flexível
O Governo do Iraque convidou a Bagdá o Secretário Geral da ONU, Kofi Annan, e anunciou, oficialmente, que está disposto a mostrar-se flexível para resolver a crise relativa à inspeção dos palácios presidenciais, conforme noticiou, ontem, a agência oficial iraquiana INA. A notícia não chegou a provocar reações maiores nos Estados Unidos que continuam mobilizados e ameaçando lançar ataques contra o Iraque caso o presidente Saddam Hussein não modifique sua postura em relação à comissão de inspeção das Nações Unidas, proibida de visitar os palácios do líder iraquiano.
Esta linha de ação também se percebe diante da continuada atividade diplomática norte-americana junto aos outros países notadamente aos membros do Conselho de Segurança da ONU. Ontem, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Bill Richardson, desembarcou em Pequim, procedente de Tóquio, para uma visita relâmpago dedicada à crise iraquiana, informou a embaixada dos Estados Unidos. Richardson tinha entrevista marcada com o ministro chinês de Relações Exteriores, Qian Qichen, devendo voltar hoje a Washington. A China se opõe firmemente ao uso da força contra o Iraque, posição similar à adotada pela Rússia, ontro membro permanente do CS da ONU, com direito a veto.
Oposição O político ultranacionalista russo Vladimir Zhirinovsky, ferrenho adversário do presidente russo Bóris Yeltsin, encontrou terreno comum com o líder de seu país. Em visita a Bagdá, Zhirinovsky reafirmou postura francamente contrária à ação armada proposta contra o Iraque, afirmando que só os líderes dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha são favoráveis ao início de uma nova guerra mundial. Vocês (iraquianos) são contra a guerra, airmou Zhirinovsky em inglês, abraçando um menino iraquiano. Os russos são contra a guerra, continuou. Para o político, que chegou sexta-feira a Bagdá no mesmo avião que transportou 7,5 toneladas de medicamentos da Rússia para o povo iraquiano, apenas o presidente Bill Clinton e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, têm interesse numa ação militar contra o Iraque. Duas ou três pessoas neste mundo querem iniciar a Terceira Guerra Mundial, enfatizou.
Resistência Em Daca, Capital de Bangladesh, nova demonstração reuniu centenas de pessoas, pedindo por uma resistência do mundo islâmico contra o possível ataque norte-americano ao Iraque. Os manifestantes pediam que o governo do país se posicione contra qualquer ataque ao Iraque.





