Iraque destrói os mísseis
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sábado, 01 de março de 2003
France Presse 
Bagdá A destruição de quatro mísseis Al-Samud começou às 7H30 (horário de Brasília) na presença de representantes das Nações Unidas, informou à AFP um funcionário iraquiano. Quatro mísseis do tipo Al-Samud 2, cujo alcance ultrapassa os 150 km autorizados pela Onu, deveriam ser
Peritos das Nações Unidas partiram ontem pela manhã de sua sede para supervisionar a destruição dos artefatos proibidos. Os membros da Comissão de vigilância, verificação e inspeção da Onu (UNNOVIC) sairam do hotel Canal em quatro jeeps. Eram esperados na saída do hotel por funcnionários do Organismo nacional de controle, correspondentes iraquianos dos inspetores da ONU, que se uniram ao grupo.
O míssil Os mísseis iraquianos Al Samud são inspirados no míssil de fabricação soviética Scud, de um alcance de 150 km ou mais.
O míssíl Al Samud (resistência) tem 10,6 metros de comprimento, um diâmetro máximo de 0,65, uma massa total de 2,3 toneladas, e atinge 150 km, o que em princípio não contradiz a resolução 687 da ONU. Mas, segundo a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), este míssil teria um alcance de 180 km, violando a resolução. Segundo peritos franceses, o alcance do míssil pode depender do peso da carga que leva.
O míssil, que foi testado pela primeira vez em outubro de 1997, foi apresentado durante um desfile militar em Bagdá no dia 31 de dezembro de 2000.
Antes da Guerra do Golfo, o Iraque dispunha de outros mísseis terra-terra: o Scud-B, de um alcance de 300 km, o Al Hussein (600 a 650 km), o Al Abbas (900 km) e o Al Aabe.
Posição norte-americana Os Estados Unidos decidiram assumir o risco de prescindir do apoio da ONU e enfrentar relativamente isolados o Iraque, ao apresentar um segundo projeto de resolução sem a certeza de ter o respaldo necessário para sua aprovação.
''Obviamente nós gostaríamos de ter uma votação positiva. Por essa razão, submetemos uma resolução ao Conselho de Segurança, junto com a Grã-Bretanha e Espanha'', disse o presidente norte-americano George W. Bush.
Apesar de ter indicado que uma nova iniciativa ''seria útil e ajudaria'', disse que não crê que seja necessária uma segunda resolução para começar uma guerra, porque ''Saddam Hussein não foi desarmado'', como exige a resolução 1.441, aprovada em novembro passado, sob pena de enfrentar ''graves consequências''.
Bush parece determinado a formar ''uma coalizão de voluntários'' para desarmar o Iraque, com ou sem o apoio da ONU.
A conselheira para a Segurança Nacional da Presidência norte-americana, Condoleezza Rice, reconheceu que a segunda resolução tenta ajudar o primeiro-ministro britânico a manejar uma opinião pública muito hostil a uma guerra. ''Para alguns de nossos aliados mais próximos, é uma iniciativa muito importante'', declarou Rice.
''Caso os Estados Unidos decidam atuar por conta própria, poderão ficar sozinhos'', afirmou Zbigniew Brzezinski, que foi assessor de segurança nacional do presidente Jimmy Carter.


