BAGDÁ - Depois do atentado contra o filho mais velho de Saddam Hussein e da descoberta de uma suposta rede de espionagem a serviço dos Estados Unidos, o Iraque se declarou vítima de um complô tramado no estrangeiro.
‘‘Os serviços secretos colonialista e sionista reagem com histeria e recorrem a processos imorais porque seus planos (para derrubar o Governo iraquiano) fracassaram’’, afirmou o jornal Al Irak, órgão dos partidos curdos aliados do Governo iraquiano.
Os jornais de Bagdá reproduziram na primeira página as ‘‘confissões’’, apresentadas sexta-feira na televisão, de quatro supostos agentes, que afirmaram ter realizado atividades de espionagem por conta dos Estados Unidos.
‘‘Nossos heróicos serviços secretos prenderam uma gangue de agentes secretos’’, disse Al Jumhuriya em título, enquanto Al Irak deu a seguinte manchete: ‘‘Agentes dos serviços secretos norte-americanos desmascarados pelos filhos do Iraque’’.
Em Washington, o porta-voz do Departamento de Estado, Nicholas Burns, considerou as confissões televisadas como um ‘‘velho e ridículo truque de propaganda, muito usado pelo Iraque nos últimos tempos’’.
Durante sas ‘‘confissões’’, os supostos espiões disseram que estavam encarregados de transmitir informações sobre as instalações militares a seus contatos no Curdistão iraquiano (Norte), operando sob a cobertura da organização beneficente Irak Trust.
Saad Dahham Awwad, engenheiro civil de 32 anos de idade, apresentado como o ‘‘espião principal’’, disse que tinha sido recrutado ‘‘por um curdo, Huker Ahmed Ali, por sua vez recrutado pelos serviços secretos norte-americanos, para obter informações sobre as instalações militares no Iraque’’.

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