O vice-primeiro-ministro iraquiano, Tarek Aziz, declarou ontem que seu país decidirá em janeiro se continuará a cooperar com a ONU ou se suspenderá em definitivo o apoio ao trabalho dos inspetores de armas. Segundo Aziz, a decisão depende do resultado da análise global da situação do Iraque que as Nações Unidas devem fazer no início do mês que vem. ‘‘Se Londres e Washington nos impuserem mais sanções, podem contar com nossa proibição de que os inspetores de armas da ONU continuem a trabalhar no Iraque’’, disse Aziz em Moscou, onde se encontra em visita oficial. O vice-premier iraquiano acusou os Estados Unidos e a Grã-Bretanha de bloquear graças ao seu direito de veto no Conselho de Segurança, o levantamento das sanções internacionais contra Bagdá. Ele disse que a comissão de desarmamento do Iraque não é honesta em seu trabalho e que Washington não permitirá o fim das sanções enquanto não houver uma mudança no poder iraquiano..
‘‘Se eles (os norte-americanos) querem que a comissão especial prossiga com suas verificações devem decidir a suspensão das sanções contra o Iraque’’, disse Aziz à imprensa, acrescentando que ‘‘se insistirem nas sanções, devem saber que a comissão especial não trabalhará mais no Iraque’’.
‘‘Indiquei à Rússia que nossa decisão de prosseguir a colaboração com a comissão não era consequência das ameaças norte-americanas e sim o resultado dos esforços de mediação de Boris Yeltsin (o presidente russo), de Kofi Annan (o secretário geral da ONU) e outros países’’.France PresseTarek Aziz é recebido no Instituto de Estudos Estrangeiros de MoscouDPA-Reuters

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