São Pau­lo - Cer­ca de 15 mi­lhões de ira­quia­nos es­tão ha­bi­li­ta­dos pa­ra vo­tar ho­je pe­la pri­mei­ra vez em qua­tro ­anos. As elei­ções pro­vin­ciais de­vem in­di­car se o Ira­que co­me­ça a su­pe­rar os ­anos de vio­lên­cia e sec­ta­ris­mo que se se­gui­ram à in­va­são ame­ri­ca­na de 2003, que der­ru­bou o di­ta­dor Sad­dam Hus­sein, um mu­çul­ma­no su­ni­ta, e ins­ta­lou no po­der cen­tral alia­dos da maio­ria xii­ta e da mi­no­ria cur­da.
  Os elei­to­res ­irão às ur­nas em 14 das 18 Pro­vín­cias (as ­três cir­cuns­cri­ções do Cur­dis­tão ira­quia­no e a de Kir­kuk, no nor­te do ­país, não te­rão su­frá­gio).
  ­Mais de 14 mil can­di­da­tos es­tão ins­cri­tos, por ­mais de 400 par­ti­dos – 75% das le­gen­das con­cor­rem pe­la pri­mei­ra vez. Es­tão em dis­pu­ta 440 ca­dei­ras em 14 Con­se­lhos Pro­vin­ciais.
  A com­pe­tên­cia dos ór­gãos é de­fi­ni­da por lei e, en­tre ou­tras atri­bui­ções, con­tem­pla ‘‘de­fi­nir as prio­ri­da­des pa­ra as Pro­vín­cias, mo­ni­to­rar e re­co­men­dar me­lho­rias nos ser­vi­ços pú­bli­cos, ge­rar e co­le­tar re­cei­tas in­de­pen­den­te­men­te, im­pon­do tri­bu­tos, e or­ga­ni­zar a ope­ra­ção da ad­mi­nis­tra­ção ­provincial’’.
  A re­ta fi­nal da cam­pa­nha te­ve epi­só­dios de vio­lên­cia. Quin­ta-fei­ra, ­três can­di­da­tos e ­dois fun­cio­ná­rios da Co­mis­são Elei­to­ral fo­ram mor­tos, o que mo­ti­vou as au­to­ri­da­des a de­cre­tar to­que de re­co­lher e fe­char fron­tei­ras em cer­tas re­giões.
  On­tem, a agên­cia Reu­ters no­ti­ciou que ­seus cor­res­pon­den­tes no Ira­que tes­te­mu­nha­ram ten­ta­ti­vas de com­pra de vo­to – par­ti­dos dis­tri­buin­do ­bens co­mo co­ber­to­res e re­ló­gios, ­além do for­ne­ci­men­to de ca­mi­sas a um ti­me de fu­te­bol.
  Ape­sar de in­vo­ca­rem o ris­co de frau­des e o uso da má­qui­na pú­bli­ca em fa­vor das si­glas da si­tua­ção, ana­lis­tas são en­fá­ti­cos em des­ta­car a ex­pec­ta­ti­va de uma par­ti­ci­pa­ção po­pu­lar bem ­mais ex­pres­si­va do que no plei­to an­te­rior, em 2005, quan­do fo­ram elei­tos par­la­men­ta­res na­cio­nais e pro­vin­ciais. ‘‘Os no­vos con­se­lhos pro­va­vel­men­te des­fru­ta­rão de uma qua­li­da­de que fal­ta aos ­atuais: le­gi­ti­mi­da­de ­popular’’, re­gis­trou o cen­tro de es­tu­dos In­ter­na­tio­nal Cri­sis ­Group no seu re­la­tó­rio so­bre a elei­ção.
  Ou­tro pon­to em que é es­pe­ra­da uma re­vi­ra­vol­ta é no per­fil dos elei­tos, com avan­ço de can­di­da­tos de pla­ta­for­ma lai­ca so­bre o ter­re­no ho­je do­mi­na­do por si­glas con­fes­sio­nais.
  Em de­zem­bro, es­tão pre­vis­tas elei­ções par­la­men­ta­res na­cio­nais, cu­ja cam­pa­nha de­ve­rá ser in­fluen­cia­da pe­los re­sul­ta­dos do plei­to de ho­je.

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