Bagdá O vice-presidente iraquiano, Taha Yassin Ramadan, advertiu ontem, em entrevista à TV Al-Jazeera, que o Iraque dará ''uma dura lição'' aos Estados Unidos caso seja atacado por este país. ''Não queremos a guerra, mas se o inimigo norte-americano nos agredir, essa administração criminosa terá de pagar. Acredito que o Iraque está hoje mais bem preparado para uma guerra do que antes de 1990 e não estou exagerando'', afirmou Ramadan ao ser perguntado sobre a capacidade militar do Iraque para resistir.
Segundo Ramadan, o Iraque tem hoje mais e melhores armas do que em 1990. Desta vez, o povo está unido e apóia as forças armadas e o governo tem uma estratégia clara para combater o inimigo. ''Nós nos preparamos para a pior das hipóteses porque nosso inimigo é pérfido'', disse ele.
Incidente Os especialistas da ONU enfrentaram ontem, em um hospital de Bagdá, o primeiro incidente desde o início de sua missão no Iraque. O caso aconteceu em um laboratório do hospital, no Centro de Bagdá. ''O telefone vermelho (hotline) foi usado (pelos inspetores, para chamar os dirigentes iraquianos). Chegamos imediatamente. Não há nenhum problema'', disse aos jornalistas o diretor do Órgão de Controle iraquiano.
''Trata-se de um local que foi vistoriado recentemente e queríamos checar o processo de etiquetagem dos equipamentos. Isso é tudo'', disse aos jornalistas Miroslav Gregoric, diretor do centro de vigilância da ONU em Bagdá.
Os especialistas têm que colocar etiquetas nos equipamentos e instalações que possam ter duplo uso, civil e militar, para tornar possível o controle pelo centro de vigilância.
Nem a ONU nem o general Amin deram mais informações sobre o incidente.
Relatório O Iraque afirmou que a declaração sobre suas armas é ''exata e completa'', negando as afirmações da imprensa norte-americana segundo as quais haveria omissões.

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