BeiruteA organização radical palestina Al Fatah-Conselho Revolucionário acusou os serviços secretos do Iraque de ter assassinado o líder do grupo, Sabri Al Bana, mais conhecido como Abu Nidal, em um comunicado difundido ontem, em Beirute.
O comunicado afirma que Abu Nidal, um dos terroristas mais procurados do mundo desde a década dos setenta, ''residia no Iraque há anos com o conhecimento e a autorização das autoridades de Bagdá''.
''O líder Abu Nidal era um pensador e um crente muçulmano, que combateu em todas as batalhas e em todas as frentes e não pode ter-se suicidado pelas razões divulgadas pelo chefe dos serviços secretos iraquianos'', acrescenta o texto. A nota do grupo de Abu Nidal, que mantém uma pequena presença clandestina no Líbano, pede ao presidente iraquiano, Saddam Hussein, para acelerar as investigações do caso, esclarecer o sucedido e exigir uma punição.
Versão iraquianaO terrorista palestino Abu Nidal suicidou-se em Bagdá com um tiro na boca quando ia ser levado para um interrogatório pelas autoridades iraquianas, informou ontem o chefe dos serviços de inteligência do Iraque, Taher Jalil Habbuch. Segundo Habbuch, Abu Nidal suicidou-se quando membros dos serviços de segurança chegaram à sua residência para levá-lo a um interrogatório, após descobrir sua presença no Iraque.
''Entrou em um quarto para trocar de roupa e se escutou um disparo. Os membros dos serviços de segurança descobriram que tinha disparado um tiro na boca e que a bala saiu por trás do crânio'', afirmou Habbuch.
Habbuch mostrou aos jornalistas fotos de Abu Nidal com o rosto ensanguentado e vários passaportes encontrados no local.

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