Iraque acusa os EUA de matar 11 civis
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terça-feira, 26 de janeiro de 1999
Reuters 
O prefeito de Basra, Ahmed Ibrahim Hamash, informou que pelo menos 11 civis morreram e 59 ficaram feridos ontem em dois ataques americanos contra zonas residenciais da cidade, localizada no sul do Iraque. Funcionários do Pentágono informaram que aviões americanos atacaram apenas uma vez alvos militares perto de Basra, na zona de exclusão aérea no sul do Iraque, e alegaram não ter confirmação de que a ação tenha deixado vítimas.
Entretanto, jornalistas das TVs a cabo americanas CNN e Fox News em Basra (550 quilômetros ao sul de Bagdá) confirmaram haver casas destruídas em alguns dos lugares supostamente atacados. Há de 10 a 12 casas completamente devastadas e as pessoas vasculham os escombros recolhendo seus pertences, afirmou Mike Huggins, da CNN. Greg Palkot, da Fox, disse que equipes da defesa civil procuravam sobreviventes entre os escombros. Ele foi levado a um hospital onde havia várias crianças feridas - alegadamente no bombardeio.
Um porta-voz militar americano, Mark Samisch, disse que caças da Força Aérea e da Marinha dos EUA que patrulhavam a zona de exclusão meridional atacaram uma instalação de mísseis terra-ar e sistemas associados de defesa antiaérea ao norte de Basra, respondendo a uma incursão de aviões iraquianos na área proibida. Na zona de exclusão do norte, jatos americanos lançaram ontem três ataques contra baterias antiaéreas. Foi o terceiro dia seguido de ataques americanos nas zonas de exclusão.
O Vaticano condenou os ataques americanos, lançados apenas um dia antes de uma reunião entre o papa João Paulo II e o presidente dos EUA, Bill Clinton.
As zonas de exclusão aérea foram criadas pelos EUA e seus aliados depois da Guerra do Golfo, em 1991, para proteger as comunidades curda (no norte do Iraque) e xiita (no sul) de ataques das tropas do ditador Saddam Hussein.


