Iraque acusa EUA de promoverem ataques contra civis
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sexta-feira, 02 de junho de 2006
Folhapress 
São Paulo - O premiê iraquiano, Nouri al Maliki, afirmou ontem que ataques de soldados dos Estados Unidos contra civis se tornaram um fenômeno diário no Iraque, e que as tropas americanas não têm qualquer respeito pelo povo iraquiano.
''Eles os massacram com veículos militares e os matam apenas por uma pequena suspeita'', afirmou. ''Ataques contra civis serão uma peça-chave na decisão sobre o período que as forças americanas ainda continuarão no Iraque.''
As declarações foram dadas em meio à polêmica a respeito de suposto massacre promovido por marines na cidade de Haditha, 200 km a noroeste de Bagdá, na qual morreram 24 homens, mulheres e crianças em 19 de novembro passado.
Dois inquéritos militares investigam as mortes registradas em uma área de grande atividade insurgente. Autoridades militares e líderes do Congresso suspeitam que no episódio em Haditha ocorrido em 19 de novembro os civis foram mortos pelos marines sem qualquer justificativa.
Sobreviventes relataram que homens, mulheres e crianças foram alvejados na cabeça e no peito a uma curta distância. O governo iraquiano prometeu realizar uma investigação própria. Em Bagdá, autoridades exigiram um pedido de desculpas e uma explicação dos EUA a respeito.
''Nós condenamos esse crime e exigimos que as forças de coalizão apresentem uma razão para este massacre'', afirmou Salam al Zubaie, um dos principais líderes sunitas do novo governo.
As explosões de duas bombas, uma em seguida da outra, numa das mais antigas e populares ruas do comércio de Bagdá, mataram pelo menos quatro pessoas e deixaram mais de 50 feridas. As explosões aconteceram próximo a um mercado de aves e animais domésticos.


