Iraque aceita solução diplomática
O Iraque anunciou, ontem, que é favorável a uma solução diplomática para a crise com a Comissão especial da ONU sobre seu desarmamento (Unscom), enquanto os Estados Unidos examinam diversas opções militares para dobrar Bagdá.
O Iraque é a favor de uma solução política em uma base saudável que resulte no levantamento do embargo petroleiro, declarou o ministro iraquiano de Relações Exteriores, Mohammad Said Al-Sahhaf, à televisão A-Jazira, do Qatar.
Al-Sahhaf disse que contatos diplomáticos intensivos estão sendo mantidos com França, Rússia e China, três membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, e que o Iraque tenta conseguir uma modificação da resolução 1.205 do Conselho.
Esta resolução, que exige do Iraque o reinício de sua cooperação com os inspetores da Unscom, contém alguns vazios que é possível preencher, declardou o chefe da diplomacia iraquiana.
Al-Sahhaf lembrou que o Iraque não teme as ameaças de um recurso à força, advertindo, contudo, que um ataque militar daria uma violenta sacudidela na região e não levaria a uma solução e sim a uma degradação da situação.
Em Washington, o presidente Bill Clinton continua avaliando as opções militares à disposição dos Estados Unidos na crise: seja um ataque rápido ou um ataque aéreo constante e maciço.
O porta-voz do Departamento de Estado, James Rubin, informou, contudo, que não existe atualmente um nível adequado de forças no Golfo, se fosse necessário utilizá-las. Segundo o jornal New York Times, o Pentágono aperfeiçoou dois cenários em caso de ataque norte-americano: um que consiste em um ataque rápido e cirúrgico e o outro em um assalto maciço e mais punitivo.
Enquanto isso, a imprensa de Bagdá afirma que é melhor morrer de pé do que viver de joelhos. Que o mundo saiba que rechaçamos a lenta agonia que nos impõem e que não tememos a morte. Se preciso, morreremos de pé e livremente, diz o jornal oficial Al-Qadisiya.France-PresseA exibição de quadros imensos com fotos de Saddam Hussein quer evidenciar o apoio do povo a seu líderFaruk Chukri
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