Brasília - Alvo de suspeitas de produção de armas nucleares, o governo do Irã enviou ao Brasil uma delegação de cinco parlamentares para buscar apoio para evitar novas sanções da comunidade internacional ao país. A visita, encerrada ontem, ocorre no momento em que vazou parte de um relatório da Agência Internacional de Energia Nuclear (Aiea) informando que o programa nuclear iraniano produz armamentos.
O chefe da delegação parlamentar iraniana, deputado Mohammad Mehid, disse à Agência Brasil que o Irã reagirá com ''respostas fortes'' em caso de ameaças ao país. Porém, Mehid associou as ''respostas fortes'' às ações militares. ''Vamos proteger o nosso país. Acreditamos que os inimigos [do Irã] sabem da nossa força e capacidade militar. As ações contra o Irã terão respostas fortes'', afirmou.
Os parlamentares estiveram anteontem e ontem na Câmara dos Deputados, onde conversaram também sobre direitos humanos e a possibilidade de incrementar parcerias comerciais e econômicas com o Brasil. Os iranianos disseram ainda que se interessam em compreender os regimentos internos da Câmara e do Senado.
Apenas a partir de hoje o governo brasileiro deve se pronunciar sobre o assunto, depois da divulgação oficial do relatório da Aiea. Por enquanto o clima é de cautela. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores (o Itamaraty), embaixador Tovar Nunes, disse que 'é cedo para fazer previsões'. Segundo ele, o relatório será analisado em detalhes.

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