São Paulo - O chefe da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica, da ONU), Mohamed El Baradei, afirmou ontem que os EUA devem, nas discussões sobre o programa nuclear iraniano, considerar o fato de que o país do Oriente Médio tem preocupações legítimas com sua segurança.
O egípcio El Baradei, que falou em Haia, na Holanda, referiu-se ao fato de americanos e europeus estarem pressionado o Conselho de Segurança da ONU pela adoção de sanções contra o Irã se o país não interromper seu processo de enriquecimento de urânio.
Para os EUA, o Reino Unido, a França e a Alemanha, o verdadeiro propósito de Teerã, ao enriquecer urânio, é desenvolver armas nucleares. O governo iraniano, no entanto, afirma que quer gerar energia nuclear somente para fins pacíficos.
Rússia e China, países que são membros permanentes do Conselho de Segurança, não concordaram ainda com a adoção de sanções contra os iranianos, alegando não estarem convencidos de que Teerã procura desenvolver armamento nuclear.
Segundo Baradei, que no ano passado ganhou o Prêmio Nobel da Paz justamente por seu trabalho à frente da AIEA, uma solução para o impasse entre as potências nucleares e o Irã tem de incluir propostas para a segurança dos iranianos.

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