Irã rejeita sanções da ONU
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quarta-feira, 09 de junho de 2010
Folhapress 
São Paulo - O Irã rejeitou ontem a aprovação de um novo pacote de sanções ao seu programa nuclear pelo Conselho de Segurança da ONU, dizendo que a medida é ''errada'' e deve piorar a crise, informou a rede de TV iraniana Al Alam. ''A resolução foi uma medida errada (...), não é um passo construtivo para resolver a questão nuclear. Isso tornará a situação mais complicada'', disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast, após a aprovação.
O documento foi aprovado ontem pelo Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, com 12 votos a favor, apesar de Brasil e Turquia votarem contra a resolução. Na abertura da sessão, que começou com mais de uma hora de atraso, às 12h15 (horário de Brasília), a embaixadora brasileira da ONU, Maria Luiza Viotti, afirmou que, ''na nossa visão'', a resolução ''atrasará, em vez de acelerar, uma solução para a questão''.
O Líbano se absteve de votar. Os outros 12 países do Conselho de Segurança foram favoráveis, aprovando a quarta rodada de sanções contra o Irã desde 2006.
As novas sanções devem vetar investimentos exteriores iranianos em atividades e instalações relacionadas com a produção de urânio, serão estabelecidas restrições na venda de armas convencionais ao Irã. Além disso, o país será proibido de fabricar mísseis balísticos com capacidade de carregar ogivas nucleares.
Também deve haver novas restrições às operações financeiras e comerciais com o Irã, além do reforço do regime de inspeções das cargas dos navios e aviões iranianos para evitar que burlem o embargo internacional.
EUA
Em discurso durante a sessão, que acontece na sede da ONU em Nova York, a embaixadora americana, Susan Rice, voltou a elogiar a iniciativa de brasileiros e turcos de chegarem a um acordo. ''O Brasil e a Turquia trabalharam duro'', afirmou Rice, ''o que reflete as boas intenções de seus líderes''.
No entanto, disse, o acordo alcançado com o Irã no dia 17 de maio, na tentativa de evitar as sanções, ''não responde às questões fundamentais'' que geram desconfiança nos americanos, o que fez com que a resolução fosse necessária.
''É um episódio que enfraquece o Conselho de Segurança das Nações Unidas'', comentou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


