Irã rejeita receber relatores da ONU
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Folhapress 
Genebra- O Brasil se afastou mais um passo do governo iraniano na questão dos direitos humanos ao insistir ontem que o Irã receba relatores especiais da ONU. A intervenção em sessão no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, não só tornou mais explícita a posição brasileira como se contrapôs ao ''não'' de Teerã aos relatores.
O Itamaraty tem coordenado sua posição mais dura sobre o Irã em Genebra com o debate no Conselho de Segurança, em Nova York, sobre sanções ao programa nuclear do país -cujo objetivo declarado é pacífico, mas que EUA, França, Rússia e outros temem ser a bomba.
Assim, mantém sua posição contra sanções e em defesa do diálogo. Mas, ao mesmo tempo, tenta mostrar que não é aliado irrestrito do governo Ahmadinejad, o que lhe daria mais credibilidade como mediador.
Ontem, o Brasil deixou isso claro ao pedir a emenda explicitando as visitas de relatores especiais da ONU ao documento final da revisão periódica do Irã em Genebra, que compila o relatório de Teerã e as recomendações dos demais países.
A recomendação foi feita segunda. Ao ser reforçada (mesmo sem a veemência de EUA, França, Chile e outros), ganha peso por vir após o Irã rejeitar o pedido por relatores e por Brasília estar sendo vista como capaz de persuadir Teerã, na opinião de diplomatas estrangeiros, ativistas e observadores. O mecanismo de relatores é uma das bases do processo sobre direitos humanos na ONU.


