Teerã O Irã qualificou ontem de ''inaceitável'' o apoio da União Européia (UE) às exigências de uma parte da comunidade internacional sobre seu programa nuclear.
Em declarações ''inapropriadas, políticas e inaceitáveis'', segundo o porta-voz do Ministério iraniano das Relações Exteriores, Hamid Reza, os chanceleres da UE exortaram Teerã a ''obedecer imediatamente'' às exigências. ''A visão da UE de cooperação transparente e construtiva entre a República islâmica e a Agência (Internacional da Energia Atômica, AIEA) não corresponde aos princípios de cooperação'', acrescentou, referindo-se ao diálogo político e comercial entre as duas partes.
Em declaração conjunta elaborada segunda-feira em Bruxelas, os ministros europeus exortaram o Irã a cumprir imediatamente a resolução aprovada no 12 de setembro passado pela AIEA, que exige que Teerã suspenda todas as suas atividades de enriquecimento de urânio, e dê, antes do final de outubro, garantias de que não está fabricando armas atômicas por trás do seu programa nuclear civil.
Coréia do Norte A Coréia do Norte declarou ontem que não espera uma nova rodada de negociações multilaterais sobre seu programa nuclear e destacou que adota ''medidas práticas'' para reforçar seu poder de dissuasão em relação aos Estados Unidos.
Um porta-voz do ministério norte-coreano das Relações Exteriores citado pela agência oficial KCNA acusou Washigton de utilizar as negociações do mês passado em Pequim para tentar o desarmamento de Pyongyang.
''Isto obriga a RDPC (República Democrática e Popular da Coréia) a abandonar todo o interesse ou respeito pelas conversações'', destaca o comunicado divulgado pela agência norte-coreana.

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