São Paulo- O governo iraniano proibiu ontem o acesso de 38 inspetores da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) a suas instalações nucleares em resposta às sanções impostas a Teerã pelo Conselho de Segurança (CS) da ONU (Organização das Nações Unidas). O anúncio foi feito pelo presidente da comissão parlamentar de Segurança Nacional, Alaeddin Borujerdi.
As sanções baniram a venda de materiais e tecnologia que possam ser usados no programa nuclear e nos programas de mísseis iranianos, além de congelar bens de dez companhias e indivíduos iranianos no exterior. ''A comissão decidiu não permitir a entrada dos 38 inspetores no Irã e esta restrição foi oficialmente anunciada à AIEA'', disse Borujerdi.
Em dezembro último, o Parlamento iraniano aprovou um projeto de lei que exigia a revisão da cooperação do governo com a AIEA depois que o Conselho de Segurança adotou uma resolução que impõe sanções a Teerã pela recusa em suspender as atividades de enriquecimento de urânio.
Ontem, o irã anunciou três dias de testes em manobras militares, que incluem operações com mísseis de curto alcance. Se realizados, os testes serão os primeiros desde que o CS da ONU impôs sanções ao país. ''A elite da Guarda Revolucionária planeja iniciar três dias de manobras com mísseis neste domingo, em uma região próxima da cidade de Garmsar'', informou a TV iraniana.
Garmsar fica localizada no norte do Irã, perto do deserto do Kavir, cerca de 100 km ao sudeste de Teerã. ''Mísseis Zalzal e Fajr-5 serão testados no jogo de guerra'', disse uma fonte anônima citada pela TV. Ambos são considerados de curto alcance.
O Irã conduziu um total de três exercícios militares de larga escala no último ano, enquanto as tensões entre o país persa e os Estados Unidos devido ao programa nuclear de Teerã crescia. O Irã regularmente organiza manobras em larga escala, usando com frequência os exercícios para testar armas desenvolvidas por sua indústria de armas.

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