A situação dos estrangeiros que atuam no Iraque, tanto civis quanto militares, parece cada vez mais ameaçadora, com o constante perigo oferecido por grupos terroristas reforçado por novos problemas, como o apresentado pelo Irã, país vizinho.
Enquanto a tevê catariana Al-Jazeera anunciava mais um episódio dramático, a decapitação de Kim Sun-Il, a televisão iraniana Al-Alam mostrava imagens de oito militares britânicos de olhos vendados e amontoados no chão, presos pelo governo do Irã por invadir suas águas territoriais.
O incidente com o Irã, por sua vez, o mais grave na fronteira desde a queda de Saddam Hussein, não envolve terroristas, mas não é nem de longe menos delicado.
Para o secretário adjunto da Defesa americano, Paul Wolfowitz, a violência se intensificará no Iraque entre o momento em que ocorrer a transferência da soberania aos iraquianos, em 30 de junho, e as eleições, já que os rebeldes tentarão boicotar a formação de um governo eleito,
''Seria um erro achar que a violência vai se reduzir depois de 30 de junho, pois creio que o inimigo tentará deter os avanços já conquistados até a realização das eleições (em janeiro de 2005), que também será outra oportunidade para intimidar os iraquianos'', declarou Wolfowitz.

mockup