O Irã, que tem mais de dois milhões de refugiados afegãos, considera economicamente impossível receber um número maior de pessoas em condições decentes. É a razão que dá o governo iraniano para justificar a decisão de fechar suas fronteiras, anunciada no mês passado, à espera de uma afluência maciça de outros refugiados depois dos bombardeios anglo-americanos no Afeganistão.
Apesar dessa medida, cerca de 20 mil afegãos que fugiram da cidade fronteiriça de Zarandj teriam conseguido entrar no Irã. Ontem, as autoridades iranianas reiteraram sua promessa de ajudar ''todos os afegãos'' que solicitarem, embora de preferência em território afegão.
Ao mesmo tempo, Ahmad Ali Nurballa, presidente da Meia Lua Vermelha, reiterou o pedido de ajuda internacional em alimentos, medicamentos e cobertores, assinalando que o Irã não pode ''suportar a carga'' sozinho de um número muito elevado de refugiados. ''O Irã não pode fazer tudo'', destacou Mohammad Reza Rostami, do Ministério iraniano do Interior. Lembrou que seu país é ''o que mais refugiados recebe de todo o mundo'', mais de 3 milhões, a maioria afegãos. Muitos estão em situação ilegal e trabalham principalmente na construção.

mockup