LONDRES - Pela primeira vez desde que o conflito na Irlanda do Norte começou, há 27 anos, o Exército Republicano Irlandês (IRA) não vai adotar este ano a trégua de Natal, informou ontem o jornal The Express, citando ‘‘fonte próxima’’ da organização extremista católica. Segundo o diário, o IRA justifica sua decisão, acusando o primeiro-ministro John Major de não estar interessado num acordo de paz negociado.
O grupo extremista rompeu em 9 de fevereiro um cessar-fogo unilateral que havia decretado em 31 de agosto de 1994 na esperança de iniciar negociações com o governo britânico sobre o futuro da Irlanda do Norte. O IRA luta pela incorporação da província britânica - de maioria protestante - à República da Irlanda - de maioria católica.
Ontem, Major se reuniu com John Bruton, primeiro-ministro da República da Irlanda, em Downing Street, 10, em mais um esforço para reativar as negociações de paz de Belfast, da qual não participa o Sinn Fein, braço político do IRA. Major impôs como condição para aceitar o Sinn Fein na mesa de paz a restauração do cessar-fogo pelo IRA e um ‘‘compromisso sério’’ do grupo em cumprir a palavra empenhada.

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