IRA não aceita trégua mas diz pretender a paz
LONDRES - O Exército Republicano Irlandês (IRA) marcou ontem, à sua maneira, o aniversário da ruptura do cessar-fogo em Ulster, defendendo-se da acusação de travar uma guerra artificial e classificando de muito improvável qualquer trégua antes das eleições britânicas.
Não existe guerra artificial, mas continuamos interessados numa solução permanente, afirmou, em Dublin, um representante do IRA.
Esta declaração foi interpretada como uma confirmação da análise da polícia segundo a qual o IRA age para matar.
Esta tomada de posição do IRA coincide com o primeiro aniversário da explosão de uma potente bomba, que deixou dois mortos e grandes danos no Canary Wharf, no leste de Londres, em 9 de fevereiro de 1996. O ministro britânico para a Irlanda do Norte, sir Patrick Mayhew, destacou as consequências desse ato, que terminou com uma trégua de 17 meses.





