Quito - A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, disse ontem que o Irã enfrenta ''sanções mais significativas que nunca'' na votação prevista para hoje, no Conselho de Segurança da ONU. ''Penso que é correto dizer que são as sanções mais significativas que o Irã já tenha enfrentado'', disse Clinton em uma coletiva de imprensa em Quito com o presidente do Equador, Rafael Correa.
Não há dúvidas de que esta resolução promovida pelos Estados Unidos será adotada, já que tem, ao menos, os nove votos necessários do total de quinze no Conselho de Segurança.
As potências ocidentais suspeitam que o Irã quer obter a arma atômica utilizando seu programa nuclear civil como fachada, o que Teerã desmente.
Impostos
Hillary defendeu que os países da América Latina deveriam impor alíquotas de imposto mais altas sobre os ricos, alegando que o crescimento econômico e a competitividade da região dependem disso. Ela disse que a evasão fiscal entre os mais ricos no hemisfério ocidental é inaceitavelmente alta e prejudica esforços para construir a necessária infraestrutura, como estradas e pontes. O problema também impede os países de reduzir a pobreza e melhorar o sistema de saúde. A americana afirmou que não pretende incitar as divisões de classes sociais, mas reiterar a importância de todos pagarem uma parcela justa.

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