São Paulo - Anteontem, a ONG Comitê Internacional contra o Apedrejamento disse ter recebido informações de que a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani seria executada na prisão de Tabriz, onde está detida. Na última segunda-feira, outra ONG, baseada na Itália, já tinha adiantado que o processo de execução de Sakineh poderia ter sido acelerado pela Justiça iraniana.
Ontem, no entanto, o Irã afirmou que Sakineh se encontra em perfeito estado de saúde e que o seu processo ainda não foi concluído. Já a ONG recuou e também disse que a iraniana não seria executada ontem.
O caso de Sakineh, de 43 anos, atraiu a atenção do mundo inteiro, em uma campanha que mobilizou inúmeros governos e entidades humanitárias. Considerada culpada de adultério pela Justiça iraniana, ela foi condenada à morte por apedrejamento, mas a pena acabou sendo suspensa no início de setembro.
Entre os que tentaram intervir estiveram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu a libertação de Sakineh e ofereceu-lhe asilo. Em resposta, o governo de Mahmoud Ahmadinejad afirmou que o brasileiro estava ''desinformado'' sobre o caso.

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