São Paulo - O presidente do Irã, Hasan Rowhani, disse ontem que a relação com os Estados Unidos e a União Europeia entrou em uma nova fase após o acordo nuclear assinado com as potências. No entanto, pediu que Washington mostre "com ações" as intenções de retomar os contatos diplomáticos.
As declarações foram feitas em discurso no Fórum Econômico Mundial, três dias após Teerã reduzir para 5% o nível de enriquecimento de urânio de suas usinas nucleares. Em troca, o bloco europeu começou a reduzir as sanções econômicas, enquanto o governo americano estuda relaxar as restrições.
"Depois de dez anos insistindo em uma postura ilógica, finalmente chegou-se à condição de que o Irã não vai renunciar à sua tecnologia pacífica. Esta realidade abriu a oportunidade para resolver essa crise. Nós temos uma forte determinação para alcançar um acordo exaustivo."
Para ele, as relações com a Europa se normalizarão, assim como o compromisso com os americanos entrou em uma nova fase. No entanto, disse que não aceitará ser discriminado na relação com o programa nuclear, que voltou a dizer que é pacífico. "Não há lugar para uma bomba atômica na nossa estratégia de segurança." E incentivou a retomada das negociações com os países "que o Irã reconhece", em crítica indireta a Israel, e "com os Estados do litoral do Golfo Pérsico", sem se referir à rival Arábia Saudita. "Uma das prioridades teóricas e práticas do meu governo é construir o comprometimento com o mundo."

Síria
No discurso, Rowhani defendeu a organização de "eleições livres e democráticas" para dar fim à guerra civil na Síria. Para ele, nenhum país deve interferir nos assuntos internos sírios e a comunidade internacional deve aceitar os resultados do pleito proposto.
O iraniano criticou os países que dão apoio aos rebeldes sírios, em referência a Arábia Saudita e Catar.

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