Nova York - Em seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o presidente iraniano, Hasan Rowhani, acusou "certas agências de inteligência" ocidentais e Estados árabes de abrir caminho para o extremismo no Oriente Médio ao cometerem "erros estratégicos".
"Certas agências de inteligência puseram facas na mão de loucos, que agora não poupam ninguém", disse Rowhani, numa referência às recentes execuções de estrangeiros por extremistas da milícia radical Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque - na última quarta, também por um grupo vinculado à facção na Argélia.
Segundo o líder iraniano, políticas erradas adotadas por alguns países ocidentais transformaram o Oriente Médio e a Ásia Central num "paraíso para terroristas". "Todos aqueles que desempenharam um papel importante na fundação e no apoio a estes grupos terroristas devem reconhecer os seus erros e pedir desculpas."
Rowhani defendeu que a solução para o problema "vem de dentro da região e de uma solução regional com o apoio internacional" e não deve vir de fora, como está sendo feito pela coalizão liderada pelos EUA. "É um erro estratégico se alguns países estiverem tentando consolidar sua dominação sobre o Oriente Médio sob o pretexto de lutar contra o terrorismo porque os países da região podem lutar contra o terrorismo sozinhos", disse.

ACORDO NUCLEAR
Rowhani disse ainda que é possível alcançar um acordo sobre o programa nuclear iraniano com o P5+1 (EUA, Rússia, Reino Unido, França, China e Alemanha) até novembro. O iraniano garantiu que o país está determinado a seguir em negociações com confiança de ambas as partes e transparência. Segundo o presidente, se o P5+1 estiver "igualmente motivado e flexível", é possível chegar a um consenso dentro do prazo estimado.

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