São Paulo- Em visita à China, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, reagiu novamente às sanções impostas ao seu país pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), assegurando que as medidas ''não têm valor legal'' e que as potências atômicas querem ''monopolizar a tecnologia nuclear'', além de frisar que os inspetores da Aiea não serão expulsos do país.

Ahmadinejad deixou claro que o principal ''problema'' da República Islâmica é com os EUA, que querem ''controlar'' o Oriente Médio, mas o país não deve permitir que os americanos façam isso, disse.

Para o líder, a nova resolução aprovada na quarta-feira na ONU ''não tem efeito'' e indica uma tentativa do Conselho de Segurança, cujos membros permanente são potências atômicas, de deter sob seu poder o uso e desenvolvimento da tecnologia nuclear.

Além dos EUA, Reino Unido e França, que se opõem ao programa nuclear iraniano, os assentos permanentes do Conselho são ocupados por Rússia e China, tradicionais aliados de Teerã, que também votaram a favor das novas sanções. ''O Conselho de Segurança é uma ferramenta nas mãos da ONU, mas não pertence a todas as nações. Sua estrutura não é democrática'', disse Ahmadinejad.

O presidente iraniano apontou o fato de todos os membros permanentes deterem armas atômicas, para ''sua própria defesa'', o que seria legítimo, mas ele questiona uma intenção de ''controle'' sobre a utilização de energia nuclear, dizendo que as cinco potências ''usam qualquer desculpa para evitar que outros países desenvolvam'' este tipo de tecnologia.

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