O Irã lançou ontem um apelo para a comunidade internacional ajudar o País a enfrentar as consequências do terrível terremoto de 7,1 pontos na escala Ritcher, que causou 2.396 mortos e milhares de feridos no Leste do País, perto da fronteira com o Afeganistão. Mas as autoridades iranianas não aceitaram a presença de 80 especialistas em operações de salvamento suíços e seus 15 cães, anunciou ontem um funcionário da equipe suíça de ajuda em casos de catástrofe.
‘‘Os iranianos, que haviam aceitado nossa ajuda, nos avisaram ontem de manhã, quando estávamos prestes a embarcar no aeroporto de Zurique-Kloten, que nossa presença não era indispensável’’, declarou o porta-voz Stefan Kaspar, afirmando que os iranianos necessitavam, no entanto, de seus equipamentos.
O Ministério do Interior ressaltou que o apelo se dirigia à comunidade internacional e aos iranianos que vivem no exterior.
Segundo Hamid Mahalati, encarregado da ‘‘célula de crise’’ da Meia-Lua Vermelha em Machhad (Capital da província de Jorassan), citado pela agência de notícias iraniana Irna, 2 mil pessoas morreram nos povoados da região de Ghaen, 394 em Birjand e duas em Jaf, perto da fronteira com o Afeganistão.
A Meia-Lua Vermelha iraniana afirmou que 200 povoados foram totalmente arrasados na região de Ghaen e Birjand e cerca de 10 mil casas ficaram totalmente destruídas.
A França, primeiro país a reagir, indicou anteontem à noite que enviaria 39 toneladas de ajuda de emergência, em alimentos e outros. Em Londres, uma organização humanitária, a International Rescue Corps, afirmou que a embaixada iraniana nesta Capital não entregou vistos às 15 pessoas destacadas para comparecer à zona sinistrada. Segundo um porta-voz dessa instituição, que prestou ajuda no terremoto do Irã, em 1990, quando morreram 40.000 pessoas, o Irã assinalou que já havia um número suficiente de equipes de socorro.
Mais de 2.000 efetivos de equipes de socorro e 300 máquinas foram mobilizadas nas operações de resgate e instalados três hospitais de campanha. Todos os hospitais de Jorassan foram colocados em alerta e grande quantidade de feridos foram transferidos para Mashad, onde os hospitais já estão em estado de alerta.
O ministério do Interior confirmou o envio de helicópteros e aviões C-130, assim como 160 toneladas de víveres e oito mil barracas para abrigar os flagelados.
O comunicado ministerial acrescenta que, por necessidade humanitária, o Irã está disposto a receber ajuda internacional para a população afegã do setor controlado pelos milicianos talibãs, hostis a Teerã.
A pedido do líder da República islâmica, aiatolá Alí Khamenei, uma delegação da fundação religiosa e financeira do imã Reza viajou para a região para avaliar os danos.

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