Irã confirma que enriqueceu urânio acima do permitido
O presidente americano, Donald Trump, advertiu que as sanções contra Teerã serão elevadas "substancialmente"
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quinta-feira, 11 de julho de 2019
O presidente americano, Donald Trump, advertiu que as sanções contra Teerã serão elevadas "substancialmente"
Folhapress 
São Paulo - O Irã está enriquecendo urânio a 4,5% de pureza, acima do limite de 3,67% estabelecido no acordo internacional feito pelo país, segundo confirmaram agentes da ONU (Organização das Nações Unidas) a diplomatas em uma reunião nesta quarta-feira (10), de acordo com a agência Reuters.

A IAEA (Agência Internacional de Energia Atômica, na sigla em inglês) verificou os níveis de enriquecimento por meio de um sistema de monitoramento em tempo real. O enriquecimento está distante do percentual de 20% que o Irã atingiu antes do acordo, e de 90%, valor necessário para construir armas nucleares.
O enviado de Teerã à ONU disse que todas as atividades nucleares do Irã estão sob monitoramento da IAEA e que o país "não tem nada a esconder". "É tristemente irônico que essa reunião tenha sido organizada a pedido dos Estados Unidos, o regime por trás da situação atual", disse o embaixador do Irã na AIEA, Kazem Gharib Abadi.
O presidente americano, Donald Trump, advertiu nesta quarta-feira que, em breve, as sanções contra o Irã serão elevadas "substancialmente". Trump disse que o Irã está enriquecendo urânio a níveis que estão proibidos pelo acordo internacional firmado pelo governo de seu predecessor Barack Obama.
"As sanções vão aumentar em breve, substancialmente", anunciou no Twitter. Depois de se retirar do acordo no ano passado, o presidente americano já havia restabelecido as sanções econômicas contra o Irã.
Adotado em 2015 por Alemanha, China, França, Grã-Bretanha e Rússia, o pacto ficou em risco após a saída dos Estados Unidos e o anúncio de Teerã de que começou a enriquecer urânio a mais de 3,67%, rompendo a proibição estabelecida pelo acordo.
Enquanto os Estados Unidos insistem em sua estratégia de exercer "pressão máxima" sobre Teerã, adotando sanções, os europeus tentam buscar uma solução, com o envio do francês Emmanuel Bonne ao Irã para salvar o acordo.


