Irã confirma enriquecimento de urânio
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
Folhapress 
São Paulo - O Irã confirmou oficialmente ontem que retomou as atividades de enriquecimento de urânio, que tinham sido suspensas pelo país para facilitar o diálogo com a União Européia (UE) sobre o programa nuclear.
A informação já havia sido divulgada na segunda-feira por diplomatas em Viena, onde fica a sede da agência nuclear da ONU.
Segundo o vice-secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Javad Vaeidi, as atividades foram retomadas na usina nuclear de Natanz, sob ordem do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
Vaeidi também afirmou à imprensa que seu país deve retomar na próxima semana as negociações com Moscou para transferir as atividades de enriquecimento de urânio para território russo proposta elaborada para diminuir o temor dos países ocidentais de que o Irã planeje construir armas nucleares.
Na segunda-feira, o Irã havia informado que as negociações com a Rússia que deveriam ser retomadas na quinta-feira estavam suspensas por tempo indeterminado.
''As conversas com a Rússia continuam'', afirmou Vaeidi, acrescentando que uma delegação iraniana deve ir a Moscou em 20 de fevereiro.
No entanto, em Moscou, o porta-voz do Ministério russo das Relações Exteriores, Mikhail Kamynin, não confirmou a data.
No dia 10 de janeiro, o Irã removeu os lacres em seu centro de pesquisas nucleares para o enriquecimento de urânio, anunciando que retomaria a ''pesquisa e desenvolvimento'' nucleares com urânio, causando imediata reação dos EUA, da União Européia (UE) e da Rússia.
Em 4 de fevereiro, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) levou a questão iraniana ao Conselho de Segurança (CS) da ONU e pediu que o país interrompesse todas as atividades ligadas ao enriquecimento de urânio.
No entanto, o governo iraniano decidiu suspender parte de sua cooperação coma AIEA e seguir em frente com as atividades para enriquecer urânio.
A AIEA deve reportar novamente o Irã ao CS na próxima reunião de seu Conselho de Governadores, prevista para março. Depois disso, o Conselho de Segurança deve decidir se aplicará sanções ao país.


