Ira Autêntico reivindica atentado
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domingo, 08 de março de 2009
Das agências 
Belfast, Reino Unido - O IRA Autêntico assumiu ontem o ataque cometido na noite de sábado passado por homens armados contra um quartel do exército britânico no Ulster, no qual morreram dois soldados.
Uma repórter da rede de TV Sky News teria recebido telefonema de uma pessoa que disse pertencer à Brigada South Antrim do Ira Autêntico. ''Disse que não se desculpava pelo ato contra a base militar de Massereene nem pelos entregadores de pizzas feridos aos quais chamou de colaboradores da dominação britânica na Irlanda'', acrescentou a jornalista Suzanne Breen.
Sábado, às 18h40 (horário de Brasília), dois homens fortemente armados abriram fogo, disparando 40 vezes, contra o quartel militar de Massereene, condado de Antrim, a 25 km a noroeste de Belfast.
Em consequência, dois soldados morreram e quatro pessoas ficaram gravemente feridas, entre elas dois militares e dois entregadores de pizzas. Os atacantes fugiram num veículo conduzido por um cúmplice, segundo a polícia.
Desde o atentado desse sábado, as suspeitas sobre a responsabilidade recaíam em grupos dissidentes republicanos, opostos ao processo de paz na região e que respondem pelo recrudescimento da violência nos últimos meses na Irlanda do Norte.
O IRA Autêntico, criado em 1997, é a principal facção dissidente do Exército Republicano Irlandês (IRA, nas siglas em ingês). O IRA havia renunciado à violência e desmantelou seu arsenal em 2005.
O IRA Autêntico foi responsável pelo atentado a bomba em Omagh, na Irlanda do Norte, no dia 15 de agosto de 1998, que matou 29 pessoas, entre elas dois espanhóis, no ataque mais sangrento das três décadas de conflito norte-irlandês.


