Teerã - O Irã reafirmou ontem sua determinação em relação a seu programa nuclear e à questão palestina, dois fatores de isolamento internacional, por ocasião do aniversário de 33 anos da Revolução Islâmica, que mobilizou milhões de iranianos em todo o país. ''Teerã jamais capitulará diante a linguagem da força sobre a questão nuclear'', afirmou o presidente Mahmud Ahmadinejad em seu discurso dirigido à multidão de manifestantes pró-regime, reunidos na Praça Azadi (Liberdade), no coração da capital iraniana.
O Irã vive sob severas sanções internacionais e ocidentais contra seu controvertido programa nuclear, depois do fracasso de várias tentativas de negociação com as grandes potências. ''O único caminho para vocês é reconhecer os direitos da nação iraniana e voltar à mesa de negociações, qualquer outro caminho está condenado ao fracasso'', reiterou.
O presidente iraniano também declarou que seu país vai inaugurar nos próximos dias vários projetos nucleares importantes, mas não deu detalhes a respeito. Segundo informações recentes de fontes iranianas, um desses projetos diria respeito à produção de barras de combustível para o reator de pesquisa nuclear de Teerã, para justificar sua produção de urânio enriquecido a 20%, centro das preocupações internacionais sobre seu programa nuclear.
Ele voltou a atacar Israel em seu discurso comemorativo. O Irã esmagou o ídolo do Holocausto criado pelo Ocidente e colonialistas para justificar a criação do Estado hebreu, segundo ele. ''O Ocidente e os colonialistas, para dominar o mundo, criaram um ídolo ao qual chamaram de regime sionista. O espírito deste ídolo é o Holocausto (...) e a nação iraniana, com coragem e clarividência, esmagou o ídolo, preparando a libertação dos povos ocidentais'', declarou Ahmadinejad, que em inúmeras ocasiões negou o genocídio dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

mockup