São Paulo - O Parlamento iraniano decidiu ontem restringir suas relações com o Reino Unido, segundo informou a agência oficial Irna. A decisão é uma resposta às sanções financeiras impostas por Londres na segunda-feira a Teerã, contra o programa nuclear do país.
De acordo com a agência, o Parlamento solicitará ao Ministério de Assuntos Exteriores do Irã que expulse o embaixador britânico de Teerã ''por sua política hostil contra o Irã'' e indicou que ''nestas circunstâncias, não é adequado manter relações normais com Londres''.
Os deputados aprovaram por ampla maioria, com 162 votos dos 198 legisladores presentes, uma moção de urgência sobre as relações com o Reino Unido, que deverá ainda ser ratificada em uma nova votação no próximo domingo.
A moção foi apresentada pelo presidente da Comissão de Segurança Nacional e Políticia Exterior da Câmara, Alaedin Boruyerdi, que a defendeu como resposta à decisão de Londres de cortar seus laços financeiros com o Irã e sancionar o Banco Central do Irã, cujo programa nuclear é alvo de suspeita de ter fins militares.
Também ontem o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou em um discurso transmitido ao vivo pela televisão estatal que seu país não vai recuar em seu programa nuclear, apesar das novas sanções ocidentais. ''Eu aconselho que abandonem estes métodos (sanções), não acreditem que esse mau humor, que esse mostrar de dentes e unhas vai desviar o povo iraniano de seu caminho para a tecnologia nuclear'', declarou Ahmadinejad em Pakdasht , uma cidade a leste de Teerã, reiterando que o Irã não quer armas atômicas.

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