Teerã- O ministro iraniano da Defesa, Mostafá Mohamad Najar, anunciou ontem que seu país construiu um novo míssil balístico com um alcance de 2.000 quilômetros, denominado ''Ashura'', em um clima de forte tensão com os países ocidentais devido às ambições nucleares de Teerã.
O novo míssil, batizado com o nome da maior cerimônia de luto e penitência dos mulçumanos xiitas, tem em teoria o alcance suficiente para atingir as bases americanas da região e Israel, a cerca de 1.000 quilômetros do país.
Em setembro, Teerã apresentou durante um desfile militar, um novo míssil de longo alcance, Ghadr-1, com 1.800 quilômetros de autonomia e alimentado com combustível líquido.
A França, que faz parte, junto com os Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha e Alemanha, do grupo de países envolvidos em uma solução diplomática do programa nuclear iraniano, expressou sua preocupação após o anúncio.
''Isso prova a necessidade de sermos muito vigilantes sobre as intenções e ações do Irã'', declarou o porta-voz do ministério de Relações Exteriores francês, Pascale Andréani.
Washington teme que os mísseis iranianos possam algum dia, levar uma carga nuclear a milhares de quilômetros de distância.
Os Estados Unidos e os países europeus suspeitam que o Irã pretenda produzir uma arma atômica, sob o pretexto de um programa nuclear civil. Teerã tem desmentido essas acusações, insistindo em seus propósitos pacíficos.
Apesar das sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU, por meio de resoluções, Teerã se nega a suspender seu programa de enriquecimento de urânio.
Segundo o último informe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irá possui atualmente 3.000 centrífugas de enriquecimento de urânio.

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