Siavosh Ghazi Teerã - A República Islâmica do Irã ressaltou a possibilidade de uma crise petroleira caso Estados Unidos e Europa enviem a questão nuclear iraniana para o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e reiterou que não aceita a exigência de acabar com o enriquecimento de urânio.
O dirigente iraniano encarregado da energia nuclear, Hasan Rohani, advertiu ontem os Estados Unidos e a Europa de que estarão ''brincando com fogo'' se levarem o caso ao Conselho de Segurança.
''Os primeiros a sofrerem as consequências seriam Europa e Estados Unidos. O fato causaria problemas ao mercado energético regional, para a economia européia e também para os Estados Unidos'', disse Rohani. O Irã é o segundo maior produtor da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Para Europa, representaria ''um suicídio político'', acrescentou Rohani. O dirigente se referiu à interrupção do fornecimento para fazer suas ameaças.
Os países ocidentais perceberam as possíveis consequências da crise nuclear iraniana no dia 16 de fevereiro, quando um alarme falso de ataque contra a central em construção de Bucher (no Golfo Pérsico) baixou a cotização das bolsas européias e aumentou o preço do barril.
O Irã assinou o protocolo em dezembro de 2003, submetendo suas atividades nucleares ao controle internacional. Além disso, aceitou em novembro do ano passado suspender totalmente o enriquecimento, que pode produzir combustível as centrais civis ou matéria para arma nuclear.
Alemanha, França e Grã Bretanha negociam desde dezembro com o Irã para obter ''garantias objetivas'' do uso civil de seu programa nuclear, em troca de uma cooperação nuclear, tecnológica e comercial, além de diálogo político e de segurança. Uma nova rodada de negociações está prevista para ser realizada esta semana em Gênova.

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