Madri - O explosivo empregado no múltiplo atentado de Madri era dinamite, um produto habitualmente utilizado pelo grupo separatista basco ETA, informaram ontem fontes da luta antiterrorista. A fonte não determinou se a dinamite tinha sido identificada como titadine, a dinamite industrial roubada em duas ocasiões pela ETA na França.
Os investigadores não descartam que algumas bombas foram colocadas nos trilhos ou nas plataformas, enquanto as outras teriam sido situadas no interior dos trens. Os autores dos atentados utilizaram provavelmente temporizadores para ativar as bombas, segundo as mesmas fontes, que não precisaram a quantidade de explosivo utilizado. Além dos dez artefatos que foram detonados, os integrantes do esquadrão antibombas da polícia procederam a explosão controlada de outras três bombas.
Também foi encontrado ontem pelas autoridades espanholas um furgão na periferia leste de Madri com sete detonadores e uma fita gravada em árabe com versículos do Alcorão, anunciou o ministro do Interior, Angel Acebes. O veículo havia sido roubado no dia 28 de fevereiro em Madri e foi encontrado pela polícia na cidade de Alcalá de Henares, a 25 km da capital espanhola. Os detonadores e a fita cassete, que apresentava os versículos de uma forma didática, estavam no assento da frente.
''Em razão disto, eu dei instruções para as forças de segurança não descartarem nenhuma linha de investigação'', declarou Acebes. Segundo ele, o grupo separatista ETA continua como suspeito principal das explosões ocorridas em Madri.
Ontem a polícia francesa aumentou o controle sobre os carros que atravessam a fronteira com a Espanha. Segundo a polícia, todos os veículos que passam para o lado francês estão sendo revistados, principalmente os de carga. As checagens têm provocando filas de carros na rodovia A63, em uma cidade de fronteira chamada Biriatou.
O Ministro do Interior francês, Nicolas Sarkozy, também enviou um telegrama para Angel Acebes, Ministro do Interior espanhol, oferecendo a ajuda da polícia de seu país.

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