Investigado o envolvimento de islâmicos em ataque
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de outubro de 2000
Associated Press De Aden 
Um soldador, um proprietário, um garoto de 12 anos e alguns papéis encontrados em um apartamento. A partir dessas diferentes fontes, investigadores estão reunindo pistas e tentando juntar as evidências para determinar o que aconteceu com o destróier norte-americano USS Cole.
Louis Freeh, diretor do FBI, descreveu tal desafio como assombroso, depois de descrever a cena do crime, visitada por ele ontem, como uma bagunça de metais e fios.
O navio foi bombardeado quando chegava ao porto iemenita de Aden, em 12 de outubro, para reabestecimento. Dezessete marinheiros morreram e 39 ficaram feridos.
Freeh comentou que a maior parte do trabalho no navio foi concentrada na recuperação dos corpos. Ele disse que agora a coleta de pistas no local do crime será a prioridade.
A Marinha anunciou ontem ter recuperado os restos de quatro dos marinheiros mortos na explosão. Treze corpos já foram levados aos Estados Unidos.
Investigadores iemenitas procuravam por dois homens possivelmente ligados ao ataque devido ao fato de materiais explosivos terem sido encontrados em um apartamento alugado por eles em Aden. Os homens não foram mais vistos desde o dia da explosão.
Entre as testemunhas interrogadas estavam o proprietário de uma loja de soldas que prestou serviços para os suspeitos, disseram autoridades locais sob condição de anonimato. O proprietário do apartamento e um agente que indicou o apartamento para os dois homens também foram interrogados.
Uma outra pista foi fornecida por um garoto iemenita de 12 anos. A criança disse às autoridades que um homem usando barba e óculos deu a ele algumas moedas e pediu para que olhasse seu carro nas proximidades do porto no dia do ataque, disse ontem o presidente iemenita Ali Abdullah Saleh à tevê Al-Jazeera.
De acordo com o garoto, o homem entrou no mar com um pequeno bote levado por ele sobre o carro e não retornou.


