Invernos europeus podem desaparecer
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quarta-feira, 18 de agosto de 2004
Reuters 
Amsterdã A Europa está esquentando mais rápido do que o resto do mundo e os frios invernos da região devem desaparecer até 2080 como resultado do aquecimento terrestre. As ondas de calor e as enchentes devem se tornar mais frequentes ameaçando a população idosa e três quartos das geleiras dos Alpes devem derreter até 2050, afirma um estudo preparado pela Agência Européia do Meio Ambiente (EEA).
''Esse relatório reúne uma quantidade considerável de indícios de que as mudanças no clima já estão acontecendo e tendo um grande impacto, muitas delas com custos substanciais para as pessoas e os ecossistemas da Europa'', garante Jacqueline McGlade, diretora-executiva da EEA.
As enchentes que atingiram 11 países europeus em 2001 mataram cerca de 80 pessoas. No ano passado, uma onda de calor no oeste e no sul do continente matou mais de 20 mil pessoas.
Segundo a agência, as temperaturas registradas na Europa elevaram-se, em média, 0,95 grau Celsius nos últimos cem anos. Para o próximo século, os cientistas projetam um aumento de algo entre 2 e 6,3 graus Celsius devido a uma maior emissão de gases do efeito estufa.


