Londres- As inundações na Grã-Bretanha, as mais graves em seis décadas e que deixaram milhares de casas sem água potável e eletricidade no oeste do país, ameaçaram nesta terça-feira a histórica cidade de Oxford, a uma hora de Londres.
As inundações causadas pelas fortes chuvas converteram outras cidades britânicas, como Tewkesbury, em ilhas, onde as pessoas tiveram de ser evacuadas por helicópteros militares ou em embarcações.
Várias das faculdades da Universidade de Oxford, conhecida por seus majestoso edifícios medievais, foram tomadas pela água.
O comitê do governo para a solução da crise, chamado de Cobra por sua sigla em inglês, se reuniu na noite de segunda quando alguns rios superaram os níveis alcançados pelas inundações de 1947, que deixaram danos estimados em milhões de libras.
Os meteorologistas avisam que a Grã-Bretanha continuará sendo atingida por fortes chuvas esta semana, em particular na quinta-feira.
A Agência de Meio Ambiente informou que as precipitações previstas poderão provocar novas inundações, causando inúmeros danos a casas e lojas.
As regiões mais atingidas pelas inundações, que começaram na sexta-feira passada, foram até agora Worcestershire, Warwickshire, Herefordshire, Gloucestershire, Lincolnshire, Oxfordshire e Berkshire, no oeste e no norte do país, onde mais de 350.000 residências ficaram sem água potável.
Várias regiões continuam em alerta de inundação, duas pelo rio Tâmisa e três pelo rio Severn, e outra mais pelo rio Ock, em Oxfordshire.
O chefe da Polícia de Gloucestershire, Tim Brain, advertiu que ''embora as coisas estejam um pouco melhor que antes, a situação continua sendo catastrófica''. ''Esta é uma emergência que não terminou e não estamos nem perto da etapa de recuperação'', disse o chefe de Polícia da região.

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