O índice de crescimento em Israel cairá 1% em 2001 devido ao bloqueio dos territórios palestinos, afirmou ontem um alto funcionário do Ministério israelense de Finanças, enquanto um alto funcionário do Banco Mundial anunciava, por sua parte, uma ajuda excepcional de US$ 12 milhões à Autoridade Palestina.
As relações econômicas de Israel com os palestinos serão reexaminadas inevitavelmente devido à Intifada, declarou o representante do Ministério israelense, Avi Ben-Bassat, durante uma entrevista à imprensa em Jerusalém.
A autoridade adiantou que Israel não quer punir os palestinos que dependem da economia israelense, mas quer reduzir sua própria dependência da mão-de-obra palestina, em particular no setor da construção.
Pelo outro lado do conflito, em território palestino, o Banco Mundial denunciou por sua parte que o bloqueio dos territórios palestinos priva cerca de 125 mil trabalhadores, em torno de 20% da força de trabalho total, de seus empregos em Israel.
Três meses depois do reinício da violência nos territórios, a economia palestina foi seriamente afetada pela interrupção de várias obras públicas, a falta de materiais de construção, assinalou Joseph Saba, dirigente do Banco Mundial para Cisjordânia e Gaza.
O líder do braço armado do Movimento Palestino de Resistência Islâmica, Hamas, Mohammad Deif, fugiu há cinco dias de uma cadeia palestina, informou ontem um integrante do movimento em Gaza.
Considerado o inimigo público número um de Israel, Deif estava há sete meses detido na cadeira da Segurança Preventiva, um dos serviços policiais da Autoridade palestina em Gaza.
Deif se transformou em número um do grupo depois da morte em atentado de Yahia Ayach, chamado ‘‘o Engenheiro’’, por ter sido um dos principais articuladores do Hamas; ao que parece, o ataque foi organizado pelo Shin Beth (serviço de segurança interno israelense).
As brigadas Ezzedin al-Qassam assumiram vários atentados antiisraelenses desde 1994. No último, no dia 22 de novembro em Hadera, norte de Tel Aviv, morreram dois israelenses.
O Hamas se opõe aos acordos sobre a autonomia palestina firmados em 1993 por Israel e pelo presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat.

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