A Interpol alemã descobriu, por acaso, um tipo de cocaína impossível de ser detectada nos aeroportos, portos e estradas. A ‘‘cocaína negra’’, como está sendo conhecida internacionalmente, é misturada a vários produtos químicos que tornam a droga resistente aos narcotestes. A ‘‘cocaína negra’’ foi descoberta quando os alemães interceptaram um carregamento de um pó negro granulado que estava sendo ‘‘exportado’’ para a Lituânia como tonner para xerox. Como a comercialização desse produto no país é proibida, a Interpol resolveu investigar e encontrou cocaína camuflada.
Segundo um relatório da Interpol, os testes laboratoriais rotineiros feitos no ‘‘tonner’’ identificaram nos 15 quilos desse carregamento - um pó preto granulado - pelo menos 40% de cocaína. O restante era limadura de ferro e carbono. A partir dessa apreensão, a Interpol alemã alertou a polícia da América do Sul sobre a possibilidade de o narcotráfico estar utilizando novos métodos de camuflagem de carregamentos de cocaína.
Depois do alerta, agentes do Departamento Administrativo de Seguridade (DAS) da Colômbia, que trabalham em conjunto com a Interpol, começaram a realizar investigações nos aeroportos do país. No dia 15 de maio passado, encontraram quatro barris com 180 quilos de uma substância identificada como Red Scarlate Pigment 3600, um tipo de pigmento industrial que seria exportado para a África do Sul. O produto seguiria uma rota estranha: Bogotá-Caracas-Amsterdã-Lomé-Togo. A polícia colombiana iniciou a ‘‘Operação Togo’’, envolvendo vários outros países nas investigações, principalmente os que exportam produtos utilizados no refino da cocaína - acetona e éter. O maior desafio da Interpol é elaborar um tipo de teste que possibilite identificar a ‘‘cocaína negra’’ nos aeroportos, estradas e portos.

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