Apesar da morte de um palestino ontem, a intensidade da violência nos territórios palestinos diminuiu, dois dias após o presidente palestino, Yasser Arafat, fazer um pedido para que cessem os disparos contra os israelenses nos territórios sob seu controle.
Israel pediu alguns dias de prazo para analisar se essa tendência se confirma. Entretanto, o primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, deu a entender que Israel não lançará respostas militares contra os palestinos.
Os únicos confrontos registrados ontem aconteceram na Faixa de Gaza, onde um palestino de 14 anos foi atingido por tiros no posto de passagem de Karni. Vinte palestinos ficaram feridos em decorrência dos distúrbios e mais cinco em Jan Yunes, próximo da fronteira com o Egito.
Pouco antes, um comboio israelense foi atacado com armas automáticas em Karni. Depois do acontecido, Israel ordenou o fim da circulação de mercadorias nesse posto de passagem. Apenas um incidente foi registrado na Cisjordânia, onde um carro israelense foi alvo de disparos próximo a Ramalá.
Ao constatar a redução da violência, o chefe do Estado Maior do exército israelense, o general Shaul Mofaz, atribuiu o êxito da estratégia ao exército e a um ‘‘certo desgaste’’ dos palestinos, depois de oito semanas de violência que deixaram 244 mortos, sendo que a imensa maioria foi de palestinos.
Este domingo, Yasser Arafat enviou mensagens aos presidentes dos Estados Unidos, Bill Clinton; da França, Jacques Chirac; e da África do Sul, Thabo Mbeki, para pedir proteção internacional para os palestinos, ao que Israel se opõe energicamente.
Embora a situação pareça se acalmar nos territórios palestinos, ressurge o temor de que o conflito se estenda aos países árabes vizinhos, após um atentado cometido ontem em Amã, Jordânia, contra o vice-cônsul israelense, Yoram Havivian. O diplomata ficou levemente ferido na perna e na mão em decorrência de tiros que levou quando saía de sua casa para ir à Embaixada.
Na fronteira entre Israel e Líbano, um civil libanês ficou ferido ao receber um tiro do exército israelense quando atirava pedras junto com dezenas de jovens na direção de um posto israelense, que fica em frente à tumba do imã Al Abbad, um local disputado por judeus e muçulmanos, localizado na fronteira dos dois países.

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