Intelectuais pedem fim do julgamento
PUBLICAÇÃO
sábado, 09 de janeiro de 1999
France-Presse 
Um grupo de 53 personalidades norte-americanas, entre elas vários intelectuais e artistas, expressou apoio ao presidente Bill Clinton e pediu ao Congresso que ponha fim ao julgamento da destituição, atualmente em curso. É tempo de o Congresso ouvir o povo e deter o julgamento político de impeachment, afirma matéria paga de página inteira no Washington Post assinado pela organização People For the American Way.
O texto, que reproduz o preâmbulo da Constituição dos Estados Unidos que começa com a célebre frase Nós, o povo..., é firmado por 53 personalidades, entre elas o escritor e prêmio Nobel da Paz Elie Wiesel. Também assinam os atores Gregory Peck, Glenn Close, Mia Farrow, os escritores Tony Morrison, William Styron, Norman Mailer e Arthur Miller, assim como o maestro Andre Previn, o cineasta Jonathan Demme, o músico Quincy Jones.
Segundo uma pesquisa realizada pela rede CNN/USA Today, publicado quinta-feira, 63% dos norte-americanos estão satisfeitos com o presidente Clinton.
Da mesma forma, 63% das pessoas ouvidas são contra a destituição do presidente enquanto 53% acham que ele não deveria enfrentar um julganto.
Negociações Os senadores republicanos e democratas se reuniram ontem, em Washington, a portas fechadas para organizar o julgamento de impeachment iniciado na véspera contra o presidente Bill Clinton. A maioria republicana apresentou quinta-feira uma proposta de um julgamento de cerca de quatro semanas de duração. As alegações começariam no dia 14 de janeiro e a votação final sobre cada um dos dois artigos de destituição que pesam sobre Clinton aconteceria durante a primeira metade de fevereiro.
Uma decisão por voto sobre a convocação de testemunhas acontece no dia 25 depois das alegações orais dos fiscais designados pela Câmara e dos advogados da Casa Branca. Joseph Lieberman, um senador democrata, foi taxatixo: Visto que está praticamente estabelecido que não existe maioria de dois terços dos senadores para condenar e destituir o presidente, visto que já se conhece o desenrolar do julgamento, por quê submeter o Senado a tudo isto?


