Integrante das Farc deverá ser removido para Brasília
O integrante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), preso anteontem pela Polícia Federal de Foz do Iguaçu, pode ser removido para Brasília na próxima semana. Ontem, a PF estava preparando a remoção do ex-padre colombiano Francisco Antonio Cardena Collazos, 53 anos, solicitada pelo Departamento de Inteligência da PF. A transferência pode acontecer entre quarta e quinta-feira da próxima semana.
A defesa tentará impedir a extradição, alegando que poderá resultar em sérios riscos para vida do estrangeiro. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Foz), Márcio Rogério de Souza, anunciou que advogados da Comissão Internacional de Direitos Humanos de Brasília tentarão conseguir habeas-corpus para o colombiano amanhã. O pedido será protocolado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre (RS).
Souza também entrará com um recurso no departamento de estrangeiros da polícia contra o cancelamento do visto do integrante da Farc, residente há dois anos no Brasil. Atualmente, Cardena mora em Medianeira, junto com a professora Angela Slongo, 38 anos. Ele iria ministrar uma palestra nesta semana na Unioeste.
O processo da prisão de Cardena começou 11 em agosto, quando o coronel Jânio León Riaño, do Serviço de Inteligência para Delitos Especiais da Polícia Nacional da Colômbia, acionou a Embaixada Brasileira. Neste dia, o adido policial Ronaldo Urbano solicitou a prisão do ex-padre à coordenadora de Inteligência da Polícia Federa, Mariam Ibrahim, para atender a polícia colombiana. A Justiça colombiana expediu um mandado de prisão contra o padre, acusado de 61 delitos, entre eles homicídio e sequestro.
A PF de Foz pediu a prisão preventiva, decretada no último dia 14, pelo juiz da 2ª Vara Cível Federal de Foz, Rony Ferreira, com a justificativa de que ele seria nocivo aos interesses nacionais. O advogado, entretanto, criticou a prisão. Ele é uma pessoa pública, não era clandestino, vivia fazendo palestras em universidades. Ele nunca negou que era assessor das Farc, disse.





